domingo, 16 de fevereiro de 2014

As vezes agente precisa fugir,é necessário pr o pé na estrada. Ah, sõ tantos compromissos, que levantar e sair é difícil, são tantas outas vidas entrecruzadas com a nossa vida! Que só nos resta um lugar para ir:dentro de nós mesmos.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sonhos no chão Não se sonha para se ir juntando os sonhos pelo chão como que caídos de uma sacola que rasgou. Se sonha para rir e sonhar mais... e transformar sonhos em realidade. Estou cansada de reciclar sonhos... O que você fez de meus sonhos? Com que direito pisoteou neles? Com que razão os jogou no chão? Agora nem dá mais para reciclá-los... Quem lhe deu poder para destruí-los? Eu lhe dei o poder de sonharmos juntos, só este nenhum mais. Agora terei de catar sonhos espalhados ao vento. Enquanto você dorme sereno. Nadja Monteiro 16/12/12 Em meu quarto em Tagua

domingo, 28 de outubro de 2012

A vida me fez morar em terra alheia, que hoje descubro também é minha. Mas minha terra primeira jamais será arrancada de meu peito. Ah são Luis quero beber com meus olhos tuas ruas, teus casarões, teus azulejos azuis, teu mar... teus mirantes. Terra do meu amor primeiro e do meu primeiro amor. É teu, só teu, meu primeiro e último suspiro. Eu que tu não conheces, que me confundo entre a multidão anônima, que luta no dia a dia pela vida, que com suor constrói seu viver, que com sangue luta pela tua liberdade. Eu, menina, mulher,pequenina, perdida na gradeza do teu céu azul avistado entre as folhas de uma palmeira sonhando um amanhã melhor. Ah, São Luis, eu estive lá eu vi. Eu estava lá ... e vi covardemente soldados contra meninos. Meninos que um homem num Castelo em brumas... num Palácio dos Leões ordenou: soldados! Soldados contra meninos Eu estava lá eu vi, eu também sofri as feridas daqueles dias. Tantos rostos, a multidão operária e estudantl anônima, mas fazedora de história. Meninos eu vi! Não queríamos, nós o povo, aenas uma meia passagem, queríamos uma passagem inteira para a liberdade! E nós meninos erámos os donos da nossa história. Ah, São Luis! São Luis dos azulejos e mirantes. Deixa eu te chorar pela saudade, que as lágrimas te trarão a mim como uma miragem na minha vida de tantos desertos. Ah, São Luis ainda te verei liberta e tua libertação será o princípio de uma nova revolução pela liberdade do teu berço? MARANHÃO! Eu te bebo com meus olhos e assim vais comigo aonde eu for. (Nadja Monteiro 29/10/2012)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um dia normal

Hoje foi um dia quase normal. Mas o que é ser normal? Como diz Caetano "de perto ninguém é normal". Sou bipolar e só quero ser respeitada e viver com dignidade,ser aceita como sou, amada como sou e sendo na minha construção diária. Quando se é difrente, se é excluído, mas não é justamente a diferença e a diversidade que formam a riqueza humana? Levanto minha voz pelo direito de ser eu mesma, não massificada, não igual, ser indivíduo, sujeito e ator de minha história. Entrevista com Cassia Kiss:http://www.youtube.com/watch?v=_JUlkrYo5ss

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ismália

Ismália Alphonsus de Guimaraens Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do céu, Estava longe do mar... E como um anjo pendeu As asas para voar... Queria a lua do céu, Queria a lua do mar... As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par... Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar...

sábado, 18 de agosto de 2012

Bipolar 2

Vou vivendo esta vida bipolar...as vezes alegre, as vezes triste, as vezes sonho, as vezes desengano, um dia heaven, um dia hell. Uns cheios de vida, outros entremeados de morte. Não há quem nos compreenda, somos setimentos em sua suprema pureza, somos a arte pulsando e recriando universos. Quem compreende a arte, o poeta, o utopista, o sonhador, o emotivo e impulsivo bipolar? Como disse um ilustre um de nós "persegui nuvens e fui perseguido por tempestades". Somos os mais solitarios entre os solitarios. Muitos creem que basta nossa força de vontade para vencer a tristeza profunda- somos produto de falhas de conexões cerebrais e não de pessimismo. Muitos de nós partem muito cedo-levados por suas proprias mãos. somos nuvens inquietas entre a cidade e as estrelas. Somos Alfonsinas buscando poemas novos no fundo mar. Somos o mar, de sal, sol, lua e segredos eternos. bjs Nadja Alfonsina y el mar

Bipolar

Somos seres étereos... feitos de ar, nuvens e puro coração. Incompreendidos, solitarios, artistas recriadores de universos. Utopistas, perseguimos nuvens e somos perseguidos por tempestades. Momentos no paraíso, em seguida no mais profundo abismo. Cheios de vida, mas entremeados de desejo de morte. Não pessimistas, mas resultado de falhas de conexões cerebrais. Senhores do caos- na melhor perspectiva de Ilya Prigogine. Loucos, excêntricos. Apenas a vida em sua mais pura essencia. Muitos partem cedo-levados por suas próprias mãos. Apenas bipolares, nuvens que se fazem, desfazem e refazem entre a cidade e as estrelas. Bjs Nadja. Alfonsina y el mar